Crítica| A Última Casa tinha um grande potencial mas desperdiça tudo num terror que não funciona.


Eu poderia tecer elogios para todos os momentos desse filme, mas eu estaria mentindo.

Por Juliano Santos 



 Quando eu vi as primeiras notícias sobre esse filme, eu realmente fiquei empolgado e esperançoso. Saiu o trailer e minha esperança ainda existia, mas quando o filme saiu e eu comecei a assistir, logo toda essa esperança foi embora.

O filme já se inicia nos jogando no meio de toda essa confusão, sem nenhum contexto ou desenvolvimento para que sentíssemos algo. O primeiro problema desse filme é o roteiro, que parece não saber muito bem o que fazer e como seguir com a história.

Os personagens não têm um desenvolvimento realmente interessante que faça com que sintamos algo por eles ou pelo que está acontecendo. Eu realmente não senti nada, pois os próprios personagens não passavam isso.

Ele sabe que não tem uma história realmente interessante e preenche com cenas vazias que não levam a lugar nenhum, como a sequência sobre como limpar e cortar um peixe, que eu até esperei ter algum sentido e utilidade no final do filme, mas que não serviu para nada. Não existe tensão, terror e nem drama.

A Última Casa, além de não ter um roteiro bom e realmente interessante, possui uma fotografia feia e estranha na maior parte das vezes, a direção erra feio em cenas que exigem ação e suspense, até no "drama" que eles tentam fazer aqui ele falha. 

Eles até tentam, mas não conseguem. Eles poderiam trabalhar melhor o isolamento e até um desenvolvimento mais interessante entre a interação da família com os vizinhos, que, novamente, mais parecem cenas para preencher.


Não existe uma importância real. Quando a gente acha que não pode piorar, o terceiro ato se torna tão desimportante e entediante quanto todo o início do filme. O terceiro ato é entediante e com uma resolução tão sem sentido e tão fora de tom que eu senti apenas raiva.

A única coisa que eu achei realmente interessante são as criaturas. Gostei pois, pessoalmente, adoro os contos e universos do Lovecraft e acho isso tão Lovecraft, algo que, pelo menos para mim, soou positivo. Fora isso, A Última Casa é um filme vazio.

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