Uma viagem por diferentes esferas da música brasileira.
Por Gabriel Nunes
A partir disso, me senti tentado a ouvir alguns trabalhos da banda para compreender melhor como funciona sua dinâmica e de que forma ela se aplica ao Foto em Grupo.
O primeiro álbum do grupo, auto intitulado mesmo nome da banda. Ele transita desde uma sonoridade que remete ao Cazuza, como em Toda Esfera, passando por sons mais experimentais e expressivos, como em Eu Te Odeio, até chegar a estilos já familiares ao público de Anavitória e Lagum.
No entanto, não vou mentir: o álbum acaba soando mais como um trabalho da Lagum do que como algo realmente novo, vindo de um grupo formado por músicos de trajetórias distintas. Isso não é necessariamente algo negativo, considerando que sempre vi a Lagum como uma banda que realiza um ótimo trabalho no cenário musical atual. Ainda assim, é difícil reconhecer uma identidade inédita em um projeto que continua usando recursos já explorados, com sucesso ou não, em outros momentos das carreiras de seus integrantes.
Deixo minhas menções honrosas para as faixas As Teias e as Aranhas e Crime, que são músicas feitas para a imersão. Seja em um momento de reflexão, com As Teias e as Aranhas, ou em um momento a dois, com Crime, que, por sinal, funciona muito bem como encerramento do álbum.
NOTA: 7/10
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Música