Uma nova roupagem daquilo que já conhecemos
por Juliano Santos
Quando a Luísa postou no Twitter que deveríamos ouvir MPB e Bossa Nova para entender suas músicas, pode ter sido um preparo para o que veríamos anos depois com Bossa Sempre Nova. O álbum, lançado no início de 2026, conta com a colaboração de ninguém menos que Toquinho e Roberto Menescal, dois dos grandes nomes do gênero.
Nesse trabalho, Luísa traz músicas que já conhecemos muito bem em uma roupagem moderna, mas sem se distanciar da essência clássica. O violão constante e inconfundível de Toquinho e Menescal ( que também produziu o álbum) nos mantém naquela atmosfera agradável a que já estamos acostumados..
A cantora, por outro lado, consegue entregar o que a proposta pede, embora, em alguns momentos, sinta-se falta de um pouco mais de entrega de sua parte. Em algumas canções, como “Águas de Março” (originalmente de Tom Jobim e Elis Regina), falta certa nuance para que a interpretação não pareça monótona, algo que acaba acontecendo pontualmente no disco.
O álbum contém 14 faixas, sendo 13 regravações e uma inédita escrita por Luísa, chamada “Um Pouco de Mim”. Mesmo sendo uma boa composição, ela acaba se distanciando da sonoridade das demais, causando uma quebra de ritmo e perdendo-se no conjunto da obra.
Bossa Sempre Nova se sustenta bem no que propõe: bons vocais e ótima sonoridade, mas com pouca criatividade para transformar o que já é consagrado, o que, de certa forma, foi um acerto. Podem tentar dizer o contrário, mas Luísa continua provando seu valor como artista.
NOTA: 8/10
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Música