Encantador de cogumelos, pau pra toda obra e possivelmente o bigodudo baixinho mais sexy que você vai ver na sua vida.
Crítica por Gabriel Nunes
Mario volta às telonas com Super Mario Galaxy para uma aventura não só espacial, mas especial também. Em Super Mario Galaxy, somos apresentados a Rosalina, mãe protetora do cosmos e das Lumas, que, após uma visita nada amigável de Bowser Jr, introduzido pela primeira vez nesse universo cinematográfico, vê a princesa ser capturada e levada para outro planeta.
Uma das Lumas de Rosalina acaba entrando na espaçonave junto com sua “mãe” e, após uma tentativa de resistência que não dá muito certo, Rosalina consegue ao menos libertá-la antes de ser aprisionada. Essa pequena estrela percorre o espaço até encontrar a princesa Peach, que clama por ajuda para resgatar Rosalina e, de quebra, salvar o cosmos. É a partir daí que a aventura começa, com aquele clássico senso de urgência de salvar a princesa que só uma história do Mario consegue ter sem nunca se levar a sério demais.
A trama tenta mirar em vários públicos ao mesmo tempo e, na maior parte do tempo, acerta. Vai desde os gamers saudosistas fãs do bigodudo desde os tempos de cartucho, até as crianças que nunca encostaram em um controle de Wii, mas que embarcam facilmente na fantasia colorida que o filme propõe. É aquele equilíbrio meio caótico, mas que funciona, principalmente com as suas referências para os que conhecem e diversão direta para quem só quer ver uma boa animação.
A direção de arte é um dos grandes acertos. Tudo é extremamente colorido, mas na medida certa. Os planetinhas, as galáxias e as Lumas criam um universo visualmente aconchegante, quase como se o telespectador também fosse um filho da Rosalina.
O roteiro, por outro lado, talvez seja o principal pecado do filme. Ele é engraçado, coeso na maior parte do tempo, nostálgico e cheio de referências, mas em alguns momentos soa desconexo e até um pouco arrastado.
Ainda assim, o longa consegue se recuperar perto do final com um dos maiores plots possíveis dentro do universo do Mario. É um tipo de reviravolta que não necessariamente muda tudo, mas dá uma camada emocional inesperada para uma história que, até então, parecia só mais uma missão de resgate.
Outro ponto interessante é a quantidade de referências fora do universo direto do Mario. Aparições e menções a personagens como Star Fox, Pikmins e Mr. Game & Watch deixam bem clara a intenção da Nintendo de construir um possível multiverso cinematográfico.
E, sinceramente, parece inevitável que isso tudo esteja pavimentando o caminho para uma futura adaptação de Super Smash Bros, o que, convenhamos, seria o caos perfeito.
No fim, Super Mario Galaxy é exatamente a animação boba e descontraída que a gente precisava.
Não é a obra cinematográfica que vai render cinquenta sessões de terapia nem o filme infantil que só criança vai achar graça. É um ótimo comfort movie para aqueles dias em que você só quer rir, desligar a cabeça e se sentir um pouco saudosista.
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